Expresso

O aumento de chacinas policiais no Rio durante a pandemia

Luiza Franco

18 de julho de 2021(atualizado 28/12/2023 às 23h14)

Grupo de pesquisadores diz que operações se tornaram menos frequentes após decisão do Supremo, mas incursões acabaram ficando mais letais

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FOTO: RICARDO MORAES/REUTERS – 07.MAI.2021

Parentes de vítimas e manifestantes protestam após o massacre do Jacarezinho, no Rio

Parentes de vítimas e manifestantes protestam após o massacre do Jacarezinho, no Rio

O massacre do Jacarezinho , que deixou 28 mortos em maio de 2021 na favela carioca da zona norte, foi a operação policial mais letal da história da polícia do Rio de Janeiro, mas não foi um caso isolado, nem mesmo durante a pandemia de covid-19. O número de ações com envolvimento de agentes de segurança que resultaram em mortes múltiplas cresceu no primeiro semestre de 2021 em relação ao mesmo período de 2020, segundo dados do Cesec (Centro de Estudos de Segurança e Cidadania) aos quais o Nexo teve acesso.

O centro de estudos define como chacina policial qualquer ação dos agentes de segurança – operação ou patrulhamento, por exemplo -, que acabe na morte de ao menos três pessoas. A alta da letalidade nessas incursões ocorre após a decisão do Supremo Tribunal Federal de junho de 2020 , que restringiu ações em comunidades, a não ser em “hipóteses absolutamente excepcionais”.

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