Como ataques de Bolsonaro a instituições afetam a economia
Marcelo Roubicek
05 de setembro de 2021(atualizado 28/12/2023 às 23h20)Piora da percepção do mercado passa principalmente pela questão fiscal, mas ameaças antidemocráticas do presidente agravam situação. Economistas ouvidos pelo ‘Nexo’ explicam como isso ocorre
Presidente Jair Bolsonaro em evento no Palácio do Planalto, em Brasília
Jair Bolsonaro tem usado as vésperas dos atos governistas de 7 de setembro, Dia da Independência, para reiterar seus ataques a ministros do Supremo. A bandeira golpista do presidente passa também por falsas acusações contra as urnas eletrônicas, numa tentativa de desacreditar o sistema eleitoral brasileiro usando apenas teorias da conspiração. O mandatário já chegou a dizer que sem o voto impresso , proposta rejeitada pelo Congresso em agosto, não haverá eleições em 2022.
Em reação às declarações, o Supremo abriu frentes de investigações contra o presidente. Enquanto isso, empresários e banqueiros vêm se mobilizando com manifestos em defesa da democracia, num momento de inflação alta, forte desemprego e PIB periclitante. Em carta cuja publicação foi adiada para depois do 7 de setembro, mas cujo conteúdo se tornou público, industriais paulistas pedem estabilidade institucional e “foco em ações e medidas urgentes e necessárias para que o Brasil supere a pandemia, volte a crescer, a gerar empregos”.
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