Entre erosão e golpe: o que há nas ameaças de ruptura de Bolsonaro
Estêvão Bertoni
08 de setembro de 2021(atualizado 28/12/2023 às 23h20)Em meio a múltiplas crises, presidente aumenta aposta na confusão e ataques a outros Poderes. Ao ‘Nexo’, cientistas políticos dizem quais podem ser, na prática, os efeitos dessa estratégia
Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro durante protesto em apoio ao governo, no Rio de Janeiro
No mais duro ataque à democracia em quase três anos de governo, o presidente Jair Bolsonaro afirmou a apoiadores durante os atos de 7 de setembro em Brasília e em São Paulo que não aceitará mais as decisões do Supremo Tribunal Federal e que a corte deverá sofrer consequências se não “entrar nos eixos”. As ameaças, que segundo especialistas configuram crime de responsabilidade , incluíram a recusa em aceitar os resultados das urnas em 2022 sem o voto impresso, já barrado pela Câmara.
Com o país imerso nas crises política, econômica e sanitária, ameaçado por investigações e perdendo popularidade, o presidente tem aumentado a aposta no tensionamento com os demais Poderes e nas ameaças de ruptura . Para especialistas, a demonstração de força nas ruas foi uma “etapa de um golpe” que pode chegar ao ápice nas próximas eleições. Esse golpe não aconteceria com tanques nas ruas, fechamento do Congresso e cassações, mas pela erosão, por dentro, das próprias instituições.
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