Por que agentes do mercado amenizaram o ‘efeito Lula’
Marcelo Roubicek
15 de fevereiro de 2022(atualizado 28/12/2023 às 22h21)Presidente do Banco Central cita menor receio em torno de uma possível vitória do petista. O ‘Nexo’ falou com analistas sobre o que está por trás desse movimento
Lula antes de entrevista em São Paulo
O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse na segunda-feira (14) à jornalista Miriam Leitão, da GloboNews, que os agentes do mercado financeiro estão menos receosos com uma eventual troca de governo na virada de 2022 para 2023. Segundo Campos Neto, uma eventual vitória de Lula já está “precificada”, no jargão usado por economistas – ou seja, não traria uma volatilidade tão grande a indicadores como câmbio e juros de longo prazo.
A declaração do presidente do Banco Central acontece a oito meses das eleições presidenciais. Nas pesquisas eleitorais, o cenário no início de 2022 é praticamente o mesmo de todo o ano de 2021: Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança, com Jair Bolsonaro (PL) na segunda posição. Opções da chamada “ terceira via ”, como Sergio Moro (Podemos), Ciro Gomes (PDT) e João Doria (PSDB) têm tido dificuldades de chegar a dois dígitos nas intenções de voto.
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