Voto feminino, 90 anos: por que mulheres são minoria na política
Isadora Rupp
23 de fevereiro de 2022(atualizado 24/03/2025 às 16h27)Quase um século depois de instituir direito no Código Eleitoral de 1932, Brasil enfrenta dificuldades para ampliar representatividade tanto em cargos Legislativos quanto em cargos Executivos
Primeira mulher a ser eleita deputada federal no Brasil, Carlota Pereira de Queirós era a única entre os 253 eleitos em 1933
O Código Eleitoral de 1932 completa 90 anos nesta quinta-feira (24). O marco legal que regulou as disputas municipais, estaduais e federais, além de ter instituído o voto secreto e o sistema de representação proporcional , trouxe junto o voto feminino. Passado quase um século, porém, o país ainda patina na representatividade das mulheres na política.
O ranking da União Interparlamentar , organização que analisa parlamentos mundiais, mostra que o Brasil está hoje no 145° lugar quando se trata de participação feminina em cargos legislativos nacionais. A Câmara, por exemplo, tem só 15% de deputadas, uma proporção muito menor do que a população em geral, formada por 52% de mulheres.
Neste texto, o Nexo resgata os mecanismos legais criados para tentar lidar com essa baixa representatividade, traz a história de mulheres pioneiras na política brasileira e ouve analisas sobre o que é preciso mudar a fim de que haja uma participação feminina mais efetiva na política.
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