De drinks a festivais: a represália à cultura russa pelo mundo
Cesar Gaglioni
04 de março de 2022(atualizado 28/12/2023 às 22h26)Nomes de bebidas, artistas e obras do país comandado por Vladimir Putin passam por boicote em escala global. Movimento repete decisões do passado
Cartaz da 8a Mostra de Cinema Russo de São Paulo
Quem entrar no bar Caddies , no norte de Washington, capital dos EUA, e pedir um “Moscow Mule” (Mula de Moscou) – drink feito de vodca, gengibre e suco de limão – receberá uma negativa. Ao menos ali, a bebida agora é conhecida como “Kiev Mule” (Mula de Kiev), uma mudança simbólica para sinalizar que os proprietários são opositores da invasão da Ucrânia pela Rússia. Ao mesmo tempo, o drink “White Russian” (Russo branco) – vodca, licor de café e creme de leite – virou o “White Ukrainian” (Ucraniano branco). Nenhum deles foi criado na Rússia, e levou o nome apenas por conter vodka.
A tendência é global e não se limita aos drinks: símbolos culturais russos – ou que remetem à Rússia – estão sendo ostracizados diante da guerra iniciada em 24 de fevereiro com a invasão da Ucrânia pelo governo de Vladimir Putin. O movimento já foi chamado de “boicote legítimo” e de “ cancelamento, um novo Macarthismo ” – em referência ao senador americano Joseph McCarthy, que na década de 1950 perseguiu aqueles que considerava “comunistas soviéticos”.
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