O acúmulo de relatos de pedidos de propina dos pastores do MEC
Isabela Cruz
25 de março de 2022(atualizado 28/12/2023 às 22h25)Prefeitos revelam um modus operandi de religiosos influentes no ministério, com promessas de liberação de verbas públicas em troca de ouro, compra de Bíblias e depósitos em conta. Suspeitos negam
Ex-ministro da Educação, pastor Milton Ribeiro, durante evento da pasta
Desde que o jornal O Estado de S. Paulo revelou em 18 de março que pastores participavam de um gabinete paralelo no Ministério da Educação, com controle da agenda oficial e das verbas públicas reservadas para repasses aos municípios, uma série de prefeitos veio a público relatar pedidos de propina, seja em barras de ouro, seja na compra de Bíblias, seja em depósito em conta.
Tais relatos revelam um modus operandi: com acesso e influência no MEC, os religiosos fariam a intermediação entre o governo federal e as prefeituras, prometendo facilidades relacionadas à pasta em troca de recompensa para eles e suas igrejas. O ministro da área, Milton Ribeiro , é também pastor e já chegou a dizer, num áudio revelado pelo jornal Folha de S.Paulo, que o presidente Jair Bolsonaro pediu uma atenção especial a amigos de um desses intermediadores.
NEWSLETTER GRATUITA
Enviada à noite de segunda a sexta-feira com os fatos mais importantes do dia
Gráficos
O melhor em dados e gráficos selecionados por nosso time de infografia para você
Destaques
Navegue por temas