Expresso

Como Bolsonaro se conecta a quem bloqueia rodovias

Mariana Vick

02 de novembro de 2022(atualizado 28/12/2023 às 23h21)

Presidente demora três dias para pedir saída de caminhoneiros de estradas obstruídas em seu nome. Grupos não aceitam resultado de votação que elegeu Luiz Inácio Lula da Silva para o Palácio do Planalto

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FOTO: ROOSEVELT CASSIO/REUTERS – 31.OUT.2022

Dois caminhões, um deles com a imagem de Jesus, vistos de costas, bloqueiam estrada. Atrás, há uma ponte onde pessoas seguram uma bandeira do Brasil que também tem o rosto de Jair Bolsonaro.

Apoiadores de Jair Bolsonaro bloqueiam trecho da rodovia Presidente Dutra em Jacareí (SP)

O presidente Jair Bolsonaro publicou um vídeo na noite desta quarta-feira (2) pedindo a apoiadores que desbloqueiem rodovias pelo Brasil. A mensagem vem três dias depois do início dos protestos de caminhoneiros, que chegaram a atingir centenas de vias em todo o país e vinham perdendo força após reação do Judiciário e governadores.

O presidente também chamou os bloqueios de “espontâneos”. Mensagens trocadas em grupos bolsonaristas de redes como o Telegram mostram atos sendo organizados há semanas. A Polícia Federal acredita que há financiadores por trás dos protestos e investiga a atuação de grupos na organização, segundo o portal G1.

Até esta quarta, Bolsonaro havia feito um discurso dúbio aos grupos que interditavam viaspor não aceitar a derrota do candidato à reeleição ao Planalto no domingo (30) para o petista Luiz Inácio Lula da Silva. Na terça-feira (1º), chegou a criticar os métodos dos movimentos, mas disse que os protestos são bem-vindos e fruto de “indignação e sentimento de injustiça de como se deu o processo eleitoral”.

O Nexo detalha como se dão as manifestações bolsonaristas nas rodovias do país e traz as hipóteses para a origem dos atos, que receberam o apoio de políticos e influenciadores próximos de Bolsonaro nas redes sociais.

Os protestos nas rodovias depois da derrota eleitoral

Caminhoneiros e outros apoiadores de Bolsonaro começaram na noite de domingo (30), pouco depois do anúncio da vitória de Lula na eleição presidencial de 2022, um movimento de fechamento de estradas pelo Brasil. Os bloqueios foram feitos em protesto contra o resultado das urnas. Lula venceu Bolsonaro com 50,9% dos votos válidos.

O movimento atingiu estados como São Paulo, onde houve o bloqueio do acesso à rodovia Presidente Dutra e ao aeroporto de Guarulhos, Santa Catarina, um dos estados que mais votaram em Bolsonaro nas eleições, e em lugares como Bahia, Maranhão, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, atingindo estradas estaduais e federais.

FOTO: DIEGO VARA/REUTERS – 01.NOV.2022

Agente uniformizado da PRF observa, à distância, barricada de pneus e caminhões. Ao redor do bloqueio, há manifestantes bolsonaristas.

Agente da Polícia Rodoviária Federal próximo de bloqueio em rodovia em Planaltina, em Goiás

Os protestos estão descentralizados.Segundo balanço da Polícia Rodoviária Federal, na manhã de quarta-feira (2) ainda havia interdições ou bloqueios em rodovias federais de 15 estados. O número total de ocorrências está caindo e os atos se concentram em alguns estados, como Santa Catarina.

Além de impedir o trânsito de motoristas, os bloqueios têm impactado setores do agronegócio, como o de carnes e o de leite, e o abastecimento de supermercados . O setor de saúde também está prejudicado, segundo reportagens. A obstrução de vias afeta, por exemplo, o transporte de oxigênio para hospitais.

A Polícia Rodoviária Federal é responsável por impedir o bloqueio das vias nesses casos. O órgão, porém, pouco fez para reduzir as manifestações entre domingo (30) e segunda-feira (31), e há vídeos que mostram cumplicidade entre agentes e manifestantes. Na noite de segunda (31), o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes mandou o órgão liberar os pontos de paralisação, ameaçando prender o diretor Silvinei Vasques em caso de descumprimento da decisão. O plenário da corte votou de forma unânime para validar a decisão de Moraes.

Quem está por trás das manifestações

Participantes dos atos entrevistados pela BBC Brasil disseram que os protestos não têm liderança direta ou reivindicação específica. Todos, porém, têm em comum a rejeição a Lula e a não aceitação da vitória do presidente eleito. Parte dos manifestantes defende um golpe de Estado militar, enquanto outra diz que houve fraude nas urnas, um discurso comum do bolsonarismo.

Os protestos são atribuídos majoritariamente a caminhoneiros, categoria que se manifestou a favor de Bolsonaro em 2021, depois de o presidente ter insuflado apoiadores contra o Supremo Tribunal Federal durante atos convocados no feriado da Independência, no dia 7 de setembro.

FOTO: UESLEI MARCELINO/REUTERS – 31.OUT.2022

Caminhões e carros fechando estrada.

Protesto de caminhoneiros na BR-060, em trecho em Abadiânia, em Goiás

Entidades que representam a categoria, porém, negam que estejam apoiando os bloqueios de agora. Em nota, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística disse que não existe paralisação da categoria. A CNT (Confederação Nacional do Transporte), que representa empresas, também é contrária aos atos.

Segundo a confederação de trabalhadores, os caminhoneiros “são reféns” de bolsonaristas que puxam os atos. O grupo também acusa empresários de financiarem os bloqueios. “Os protestos estão sendo feitos por caminhoneiros revoltados, que não aceitam perder, e por empresários — nos locais você só vê ‘carrões’ — que acreditam que vão perder algo com Lula”, disse á BBC Brasil o caminhoneiro Wanderlei Dedeco, que trabalha em Curitiba.

Entre os empresários apontados como possível liderança dos protestos de agora está o bolsonarista Emílio Dalçóquio Neto , segundo reportagem da CNN Brasil. Herdeiro de uma transportadora de produtos químicos, a Dalçóquio Transportes, que está em recuperação judicial, ele disse após a eleição que não entregaria o país a “comunistas”. A declaração foi gravada e o vídeo circula nas redes sociais.

FOTO: UESLEI MARCELINO/REUTERS 31/10/2022

Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro bloqueiam rodovia BR-060 em Abadiânia, em Goiás

Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro bloqueiam rodovia BR-060 em Abadiânia, em Goiás

Fora os apoios divulgados agora, reportagem de bastidores da coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo, diz que o movimento iniciado no domingo (30) pode ter tido início antes do primeiro turno. Lideranças de caminhoneiros simpáticas a Bolsonaro cogitaram fazer os primeiros bloqueios após o dia 2 de outubro, mas, ao verem que a disputa iria se estender, os adiaram, segundo o texto.

Investigação da Agência Pública com a agência de checagem Aos Fatos sobre grupos bolsonaristas no Telegram mostra trocas de mensagens sobre possíveis manifestações ao menos desde o dia 14 de outubro. Os participantes dos canais falaram em “contragolpe” imediato caso o resultado da eleição fosse desfavorável a Bolsonaro.

“Se houver golpe, todos precisamos fazer o contragolpe imediatamente após o anúncio. O povo precisa, uma parte, cercar os cartórios eleitorais e sedes do TSE [Tribunal Superior Eleitoral], outra parte, ir para as portas dos quartéis, e caminhoneiros e agricultores, trancar os trevos de rodovias em desobediência civil”

Integrante de grupo bolsonarista

em mensagem no Telegram no dia 19 de outubro, segundo reportagem da Agência Pública com a agência Aos Fatos; nome não foi identificado

Entre as pessoas que defenderam o bloqueio de estradas nos grupos, está o coronel da reserva da Aeronáutica Marcos Koury, que também faz vídeos para o YouTube. Segundo a reportagem, ele faz parte de um grupo formado por militares da reserva que apoiam Bolsonaro. O coronel e outros quatro integrantes do grupo se reuniram em fevereiro com o chefe do Gabinete de Segurança Institucional no Planalto, o general Augusto Heleno, segundo a Pública.

Grupos que trocam mensagens de tom golpista se multiplicaram no Telegram e no WhatsApp desde o resultado da eleição, segundo reportagem do jornal Folha de S.Paulo. O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) tem enviado desde segunda (31) uma série de ordens judiciais para as plataformas determinando a remoção desses canais.

O apoio de figuras bolsonaristas às manifestações

Influenciadores e políticos bolsonaristas manifestaram apoio aos bloqueios nas estradas. A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), reeleita para um novo mandato em 2022 e investigada por ter perseguido e ameaçado um homem negro com uma arma no sábado (29), publicou na segunda-feira (31) uma mensagem nas redes sociais:

“Parabéns, caminhoneiros. Permaneçam, não esmoreçam”

Carla Zambelli

deputada federal do PL de São Paulo, em mensagem publicada na madrugada de segunda-feira (31) nas redes sociais

Outra deputada federal bolsonarista, Aline Sleutjes (Pros-PR), gravou um vídeo no mesmo dia em frente a um bloqueio da rodovia do Paraná PR-151. “Os resultados das urnas não demonstram o resultado da voz do povo”, afirmou a congressista na gravação. Sleutjes disse esperar um pronunciamento de Bolsonaro com provas de que houve fraude na votação.

“Nós esperamos, realmente, que logo, logo o presidente possa se pronunciar, possa estar em mãos com o relatório da segurança nacional, provando que houve qualquer tipo de fraude, de desvio de votos, porque não é possível”

Aline Sleutjes

deputada federal do Pros do Paraná, em vídeo publicado na segunda-feira (31) nas redes sociais

Otavio Fakhoury , empresário investigado no inquérito das fake news do Supremo Tribunal Federal, também se manifestou. “Uma coisa que eu devo dizer aos caminhoneiros: vocês têm meu respeito!!!”, escreveu. Fakhoury é presidente do PTB em São Paulo, mesmo partido de Roberto Jefferson, ex-deputado federal que atirou em policiais federais ao resistir à prisão no dia 23 de setembro.

Figuras como Bernardo Kuster, influenciador conservador, e Silvio Grimaldo, editor do site de extrema direita Brasil Sem Medo, engrossam o apoio bolsonarista. “É a hora da verdade. Vamos ver qual comandante vai jogar a PM contra o povo, como muitos fizeram na pandemia”, disse Grimaldo, que criticou a decisão do Supremo Tribunal Federal.

Circula em aplicativos de mensagem como o WhatsApp um áudio atribuído ora a Flávio, ora a Eduardo Bolsonaro que convoca apoiadores do presidente a participar dos bloqueios. O autor do áudio diz que milhões de pessoas deveriam ir às ruas. Procurada pelo Nexo , a assessoria de Flávio negou que o áudio seja do senador ou do irmão.

Os sinais do primeiro pronunciamento de Bolsonaro

Antes de pedir claramente a desobstrução de vias na noite de quarta-feira (2), Bolsonaro justificou as manifestações que começaram no domingo (30) quando afirmou que são “fruto de indignação e sentimento de injustiça” com os resultados das eleições e não condenou seus organizadores. Criticou os atos ao dizer que “nossos métodos não podem ser os da esquerda”, mas disse que “manifestações pacíficas são bem-vindas”.

O primeiro pronunciamento do presidente veio depois de mais de um dia de silêncio. Bolsonaro estava isolado desde o anúncio da vitória de Lula no segundo turno da eleição. Quebrando uma tradição de presidentes do Brasil desde a redemocratização, não reconheceu a derrota eleitoral no dia da votação nem saudou o adversário que venceu o pleito.

FOTO: ADRIANO MACHADO/REUTERS – 01.11.2022

Jair Bolsonaro está de pé falando, na frente de um púlpito com vários microfones. Atrás dele estão outras pessoas

Jair Bolsonaro faz primeiro pronunciamento desde a derrota na eleição, no Palácio da Alvorada, em Brasília

Associações que representam policiais rodoviários federais afirmaram nesta terça (1º), antes do pronunciamento do presidente, que o silêncio de Bolsonaro sobre a derrota na eleição dificultava “a pacificação do país, estimulando uma parte de seus seguidores a adotarem ações de bloqueios nas estradas brasileiras”. O texto foi publicado em nota da Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais e de sindicatos da categoria.

Autoridades e aliados de Bolsonaro fizeram a mesma avaliação. Segundo reportagem de bastidores publicada pelo jornal Folha de S.Paulo, figuras como o ministro da Economia, Paulo Guedes , e o ministro do Supremo Gilmar Mendes conversaram para convencer o presidente a se manifestar nesta terça (1º). Outra ala, mais radical, questiona o resultado das urnas.

Críticos de Bolsonaro também classificaram o silêncio como “sinal verde” para o avanço das manifestações golpistas. O pronunciamento desta terça (1º) não amenizou as críticas. Segundo esses argumentos, ao não condenar as manifestações, Bolsonaro incentiva os manifestantes a seguirem nas ruas, apesar da ordem do Supremo Tribunal Federal para desobstrução das vias.

“A única declaração certa para Bolsonaro fazer é: saiam da estrada agora. Não fazendo isso ele está se omitindo diante dos crimes que estão sendo cometidos no Brasil todo”

Míriam Leitão

jornalista e colunista no jornal O Globo, em publicação nas redes sociais nesta terça-feira (1º)

“Em nenhuma palavra, Bolsonaro desautorizou seguidores que contestam a escolha de Lula ou pedem uma intervenção militar para impedir sua posse. Ao contrário, mediu palavras para deslegitimar a vitória do adversário quando afirmou que o bloqueio de estradas é fruto de ‘indignação e sentimento de injustiça’ em relação ao processo eleitoral”

Bruno Boghossian

jornalista e mestre em ciência política, em coluna nesta terça-feira (1º) no jornal Folha de S.Paulo

Reportagem de bastidores da coluna Radar, da revista Veja, contou na segunda-feira (31) que Bolsonaro buscou reduzir o estrago da derrota para Lula ao se manter em silêncio sobre as manifestações. Segundo integrantes de sua campanha, com os bloqueios, ele tem a chance de criar a narrativa de que sua derrota foi rejeitada pelas ruas.

Grupos bolsonaristas viram a declaração do presidente na terça (1º) como uma senha para que os atos continuem , segundo a coluna Painel, do jornal Folha de S.Paulo. Reportagem do Núcleo Jornalismo mostra que apoiadores do presidente reunidos no Telegram seguem dizendo que as manifestações são legítimas e que devem continuar nas ruas na esperança de haver uma intervenção militar.

“Independentemente do pronunciamento [de] Jair Bolsonaro, seja qual for o tom da declaração, nada tem relação com o povo, que de forma espontânea e amparada pela Constituição está indo para as ruas demonstrando inconformidade. [A] Constituição diz que todo poder emana do povo”

Magno Malta

ex-senador e aliado de Bolsonaro, em publicação feita nesta terça-feira (1º) nas redes sociais e compartilhada em grupos bolsonaristas

A reação de Bolsonaro aos caminhoneiros em 2021

Em 2021, quando caminhoneiros alinhados ao governo também bloquearam vias em manifestações de raiz golpista, Bolsonaro pediu que as manifestações se encerrassem . No dia 8 de setembro, um dia depois de fazer ataques à democracia em atos no feriado da Independência, o presidente enviou ao grupo o seguinte áudio:

“Fala para os caminhoneiros aí que [eles] são nossos aliados, mas esses bloqueios atrapalham nossa economia. Provoca desabastecimento, inflação. Prejudica todo mundo, em especial os mais pobres. Então dá um toque aí nos caras. Se possível, liberar, tá ok?”

Jair Bolsonaro

em áudio divulgado no dia 8 de setembro de 2021

Tarcísio de Freitas, então ministro da Infraestrutura (e hoje governador eleito pelo estado de São Paulo), confirmou a autenticidade do áudio na época. No dia seguinte à manifestação de Bolsonaro, os caminhoneiros encerraram os bloqueios em rodovias em estados como Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Rondônia, Pará, Goiás e Maranhão.

Bolsonaro pediu pelo fim dos atos depois de ter provocado uma nova crise entre os Poderes por causa de ataques ao Supremo Tribunal Federal feitos no 7 de Setembro. Pouco depois de ter dito que não cumpriria mais ordens da corte, o presidente divulgou uma carta na qual escreveu que não tinha “intenção de agredir quaisquer dos Poderes”.

Assim como agora, os atos de 2021 não tiveram apoio formal de entidades de caminhoneiros. Além disso, não tiveram a mesma força que as manifestações mais recentes. Segundo reportagens da época, além de apoiar Bolsonaro, o grupo decidiu bloquear estradas em protesto contra o aumento nos preços dos combustíveis.

FOTO: ROGERIO FLORENTIN/REUTERS – 31.OUT.2022

Pneus queimam no meio da estrada, interrompendo a passagem de veículos e gerando grande fumaça preta

Apoiadores de Bolsonaro bloqueiam estrada com queima de pneus em Várzea Grande, Mato Grosso

Entre as figuras que se destacaram naquela época, está o caminhoneiro Marcos Antônio Pereira Gomes, conhecido como Zé Trovão , que hoje é deputado eleito pelo PL de Santa Catarina. Na época, Alexandre de Moraes havia decretado sua prisão por ataques à democracia. O caminhoneiro estava foragido no México quando convocava os atos no Brasil.

Outro alvo do Supremo na época foi a Aprosoja Brasil (Associação Brasileira de Produtores de Soja), entidade do agronegócio alinhada a Bolsonaro. Moraes determinou o bloqueio das contas bancárias do núcleo nacional e do mato-grossense da entidade para evitar apoio financeiro aos atos do governo.

Wallace Landim, o Chorão, presidente da Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores e líder da greve dos caminhoneiros em 2018, também acusou a Aprosoja na época. Segundo ele, Antonio Galvan , então presidente da associação, e o pecuarista Adriano Caruso financiaram o levante de parte da categoria.

A Aprosoja negou ter financiado qualquer manifestação antidemocrática e condenou o bloqueio de rodovias na época. Tanto Galvan quanto Zé Trovão, porém, foram incluídos no inquérito dos atos antidemocráticos do Supremo, cujo relator é Alexandre de Moraes. Zé Trovão usa tornozeleira eletrônica.

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