O que acontece se Israel ignorar o Conselho de Segurança
Marcelo Montanini
26 de março de 2024(atualizado 27/03/2024 às 07h41)Órgão mais poderoso das Nações Unidas aprovou resolução pedindo cessar-fogo imediato no conflito da Faixa de Gaza. Autoridades israelenses sinalizaram que não devem cumprir a decisão
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Fumaça sobre a Faixa de Gaza após bombardeio israelense
O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou na segunda-feira (25) uma resolução de cessar-fogo imediato no conflito entre Israel e Hamas na Faixa de Gaza. O texto também estabelece aumento do fluxo de ajuda humanitária e libertação incondicional de reféns capturados pelo Hamas em 7 de outubro de 2023.
A proposta foi apresentada por dez países com assento rotativo no conselho, sob liderança de Moçambique. Ela obteve 14 votos favoráveis e uma abstenção — a dos americanos. Ou seja, nenhum dos cinco países com direito a veto — EUA, Rússia, China, França e Reino Unido — impediu a aprovação. Israel, todavia, sinalizou que pode não cumprir a determinação do órgão, que é o mais poderoso da ONU.
Essa foi a primeira resolução de cessar-fogo aprovada pelo Conselho de Segurança desde o início da resposta israelense aos ataques do Hamas de 7 de outubro de 2023 — na ocasião, o grupo extremista palestino matou 1.200 pessoas e sequestrou outras cerca de 250. A reação do país, com invasão terrestre e bombardeios constantes, já deixaram mais de 32,4 mil pessoas mortas na Faixa de Gaza.
Neste texto, o Nexo explica o que diz a resolução, as reações e os efeitos do descumprimento.
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