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Justiça liberta esposa de ativista preso por incendiar Borba Gato

Da Redação

30 de julho de 2021(atualizado 28/12/2023 às 23h16)

Delegado foi favorável à revogação da prisão de Gessica Barbosa, mas pediu que Paulo Galo continue na carceragem

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FOTO: REPRODUÇÃO/TWITTER 30.07.2021

Gessica Barbosa, esposa do ativista Paulo Galo, deixa delegacia ao lado de advogados

Gessica Barbosa deixa delegacia ao lado de advogados

Presa sob suspeita de envolvimento no protesto que incendiou a estátua do bandeirante Borba Gato no sábado (24), na capital paulista, Gessica de Paula Lima Barbosa foi solta na tarde desta sexta-feira (30), por ordem da Justiça de São Paulo.O delegado que investiga o caso considerou que Barbosa poderia ser libertada, mas pediu a prorrogação da prisão temporária do marido dela, o entregador de aplicativo e ativista Paulo Lima, conhecido como Paulo Galo.

A juíza responsável pelo caso aguarda manifestação do Ministério Público para decidir sobre a extensão da prisão dele. O casal foi detido na quarta-feira (28), após o entregador se apresentar espontaneamente à polícia. Paulo Galo admitiu ter participado do protesto que colocou fogo na estátua e disse que o objetivo era “ abrir o debate ” sobre homenagens a figuras históricas como Manuel Borba Gato (1649-1718).

Registros históricos indicam que o bandeirante desbravou territórios no centro do país nos séculos 17 e 18 em busca de metais preciosos. Segundo historiadores, Borba Gato também participou da escravização de indígenas . Os bandeirantes foram alçados à condição de “heróis paulistas” no fim do século 19, batizaram ruas, estradas, a sede do governo do estado e até um canal de TV no século 20. No século 21, viraram símbolo da violência no Brasil colonial.

Desde que sua prisão foi decretada na quarta (28), Gessica negou participação no incêndio e afirmou que estava em casa cuidando da filha de 3 anos e do irmão de 9 no momento da manifestação. Além dela e de Paulo Galo, um homem suspeito de ter dirigido o caminhão usado no ato e alterado a placa do veículo também tinha sido preso no caso, mas foi liberado no domingo (25). Ele continua sob investigação. Um terceiro suspeito, chamado Danilo Oliveira, compareceu à delegacia de forma espontânea e assumiu sua participação. Ele foi indiciado, mas não teve prisão decretada.

Para o advogado de Gessica Barbosa e Paulo Galo,tem um elemento político por trás” da prisão. “Essa prisão é absolutamente arbitrária e juridicamente não se sustenta. Em momento nenhum ele fugiu, se escondeu ou tentou atrapalhar as investigações. Pelo contrário, está colaborando”, afirmou o advogado ao portal G1.

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