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Nível de gases do efeito estufa bate recorde apesar da pandemia

Da Reuters

25 de outubro de 2021(atualizado 28/12/2023 às 23h28)

Embora tenha havido uma redução temporária das emissões em 2020, concentração de gás carbônico atingiu novo patamar no ano e governos estão longe de metas para o clima, diz relatório da ONU

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FOTO: KACPER PEMPEL/REUTERS – 28.11.2018

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Usina movida a carvão na Polônia

Gases do efeito estufa, que contribuem com o aquecimento global, atingiram concentração recorde na atmosfera em 2020e o mundo está “muito longe” de atingir as metas para o clima. As informações são de um relatório divulgado nesta segunda-feira (25) pela OMM (Organização Meteorológica Mundial), agência da ONU (Organização das Nações Unidas).

Segundo o estudo, os níveis de gás carbônico (CO 2) subiram para 413,2 partes por milhão em 2020, superando a taxa média da década de 2010. Isso ocorreu mesmo com a queda temporária de 7% nas emissões, causada pela diminuição da atividade econômica mundial e pelas restrições sociais provocadas pela pandemia de covid-19.

O secretário-geral da OMM, Petteri Taalas, disse que a atual taxa de aumento dos gases que criam uma barreira na atmosfera e impedem a dissipação do calor resultaria em elevações de temperatura“muito superiores” às metas estabelecidas no Acordo de Paris. O tratado busca limitar o aquecimento médio do planeta a bem abaixo de 2ºC — preferencialmente a 1,5ºC — em relação à média pré-industrial. Até agora, os países ricos não conseguiram cumprir o compromisso de fornecer US$ 100 bilhões por ano em financiamento climático aos países mais pobres, o que estava previsto para acontecer até 2020.

Os efeitos do aquecimento incluem o derretimento de geleiras e a elevação do nível do mar, e o aumento da frequência e intensidade de eventos climáticos extremos, como secas, inundações e incêndios florestais incomuns. São fenômenos que teriam impacto sobre os meios de subsistência econômica em todo o mundo e a estabilidade futura do sistema financeiro global.

Precisamos revisar nossos sistemas industriais, energéticos e de transporte e todo o nosso modo de vida , afimrou Taalas, pedindo por um “aumento dramático” dos compromissos dos países na conferência COP-26, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática, que começa no domingo (31) em Glasgow, na Escócia.

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