Na contramão do mundo, Brasil aumentou emissões em 2020
Da Redação
28 de outubro de 2021(atualizado 28/12/2023 às 23h29)Liberação de gases do efeito estufa cresceu 9,5% no país em relação a 2019, segundo estudo. Desmatamento foi a principal causa
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Área desmatada da Floresta Amazônica em Rondônia
As emissões de gases do efeito estufa subiram 9,5% no Brasil em 2020 na comparação com o ano anterior, apesar da paralisação parcial da economia por causa da pandemia de covid-19. É o que diz um relatório publicado pelo SEEG (Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa), ligado ao Observatório do Clima .
Segundo o relatório, o Brasil foi o único país entre os maiores emissores do planeta a registrar alta na quantidade de gases do efeito estufa liberados na atmosfera no período. No restante do mundo, houve queda de 6,7% em relação a 2019.
2,16 bilhões
de toneladas equivalentes de gás carbônico ( CO2) é o que o Brasil emitiu em 2020, contra 1,97 bilhão de toneladas em 2019
O número representa o maior nível de emissões do Brasil desde 2006. A principal causa do aumento, de acordo com o SEEG, foi o desmatamento no país, sobretudo na Amazônia e no Cerrado. O aumento das emissões causadas pelo desmatamento superou a queda registrada na área de energia, que está ligada a transportes e queima de combustíveis.
O relatório foi divulgado dias antes do início da COP26 (Conferência das Partes das Nações Unidas, sobre mudança climática), que começa no domingo (31) em Glasgow, na Escócia. O encontro irá discutir questões ainda não resolvidas do Acordo de Paris , tratado global para frear o aquecimento da Terra firmado por 195 países na COP21, em 2015. O objetivo desse acordo é limitar a elevação da temperaturamédia global a 1,5 ºC até o fim do século.
Na segunda-feira (25), outro relatório, publicado pela Organização das Nações Unidas, apontou que, embora as emissões globais tenham caído em 2020, o nível de concentração de gases de efeito estufa na atmosfera cresceu no ano . Segundo o estudo, os níveis de gás carbônico subiram para 413,2 partes por milhão em 2020, superando a taxa média da década de 2010.
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