Desemprego é de 11,2%, e renda cai 8,8% em um ano, diz IBGE
Da Redação
31 de março de 2022(atualizado 28/12/2023 às 22h25)Dados da Pnad Contínua indicam que taxa de desocupação foi ao menor nível para um trimestre encerrado em fevereiro desde 2016, ao mesmo tempo em que rendimento médio teve seu pior patamar para o período desde 2012
Carteira de trabalho sendo assinada
A taxa de desemprego no trimestre iniciado em dezembro de 2021 e encerrado em fevereiro de 2022 foi de 11,2% , segundo dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) Contínua publicados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quinta-feira (31). É o menor patamar para o período desde 2016. A falta de emprego ainda atinge 12 milhões de pessoas.
O dado representa queda em relação ao período de setembro e novembro de 2021, quando estava em 11,6%, e estabilidade na comparação com a divulgação anterior, do trimestre encerrado em janeiro. A coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE, Adriana Beringuy, avaliou que o resultado indica uma desaceleração da queda do índice de desemprego. “A taxa ainda opera numa trajetória de queda, mas já é uma queda menor, menos robusta”, disse.
A renda do trabalhador apresentou queda de 8,8% no trimestre encerrado em fevereiro na comparação com o mesmo período de 2021.O rendimento médio foi estimado em R$2.511, apresentando estabilidade em relação aos R$ 2.504 do trimestre anterior. Mesmo assim é o menor valor já registrado em um trimestre encerrado em fevereiro desde o início da série histórica da pesquisa, em 2012. Esse fator, aliado à alta da inflação, diminui o poder de compra dos brasileiros.
O número de ocupados foi estimado em 95,2 milhões, tendo uma pequena variação em relação aos 94,9 milhões do trimestre anterior, encerrado em novembro. Dentro desse grupo, os empregados no setor privado com carteira de trabalho assinada aumentaram em 1,1% na comparação entre os períodos, o que representa um acréscimo de 371 mil pessoas nessa situação.
Já a quantidade de trabalhadores informais, que não possuem vínculo empregatício e trabalham por conta própria, foi de 38,3 milhões, com um declínio de 1,9% na comparação com o trimestre encerrado em novembro, o que significa 488 mil pessoas a menos nessa situação.
A taxa de subutilização – que reúne pessoas que trabalham menos de 40 horas semanais e gostariam de trabalhar mais – ficou em23,5% no trimestre encerrado em fevereiro, apresentando queda em relação ao período encerrado em novembro, quando ficou em 25%. Ela ainda atinge 27,3 milhões de pessoas.
NEWSLETTER GRATUITA
Enviada à noite de segunda a sexta-feira com os fatos mais importantes do dia
Gráficos
O melhor em dados e gráficos selecionados por nosso time de infografia para você
Destaques
Navegue por temas