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Governo federal regulamenta serviços de telemedicina no SUS

Da Redação

02 de junho de 2022(atualizado 28/12/2023 às 22h32)

Pacientes da rede pública terão que ir a unidades básicas de saúde para acessar sistema online. Ministério da Saúde anunciou R$ 15 milhões para estruturar atividades em cidades remotas

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FOTO: MARKO GEBER/GETTY IMAGES

Mulher é atendida em casa, via telemedicina

Paciente é atendida via telemedicina

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, assinou nesta quinta-feira (2) em Brasília uma portaria que regulamenta a telemedicina no país. A medida regula serviços comoconsultas médicas online, por videochamada e telediagnósticos.

O texto estabelece linhas gerais para o exercício da telemedicina no SUS (Sistema Único de Saúde). Entre elas, estão a obrigatoriedade de que os profissionais estejam inscritos nos conselhos de classe e a garantia de sigilo das informações do paciente. A ANS (Agência Nacional de Saúde) deve regulamentar a prática para beneficiários de planos de saúde.

Inicialmente, os serviços na rede pública serão feitos apenas dentro de UBS (unidades básicas de saúde). “Não é uma consulta direta que o cidadão pode acessar através do seu smartphone”, segundo Queiroga. Nas unidades de saúde, junto com médicos e enfermeiros do local, os pacientes terão acesso a consultas remotas com outros profissionais. A medida faz sentido para cidades pequenas que não contam com médicos especializados, como neurologistas.

A telemedicina já é realizada no SUS. A prática, porém, não havia sido regulamentada pelo governo federal. Com a saída de médicos cubanos do programa Mais Médicos, em 2018, e a pandemia do novo coronavírus, em 2020, o tema se tornou uma das principais bandeiras do governo de Jair Bolsonaro na área da saúde.

Ao anunciar a nova portaria, Queiroga também disse que o Ministério da Saúde liberou R$ 14,8 milhões para estruturar serviços de telemedicina nos municípios brasileiros . A pasta não esclareceu, no entanto, quais serão os critérios para que as prefeituras solicitem os recursos federais. Ainda segundo o ministério, a prioridade será dada às unidades básicas de saúde rurais e localizadas em áreas remotas do país.

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