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Arma de filho de fazendeiro matou indígena na Bahia

Da Redação

24 de janeiro de 2024(atualizado 24/01/2024 às 20h07)

Maria Fátima Muniz de Andrade, do povo Pataxó, foi assassinada no sul do estado. Suspeito está preso. Cacique que foi baleado no rim segue internado

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FOTO: Leo Otero/MPI/Folheto via Reuters - 22.jan.2024Pessoas se reúnem para o funeral da indígena Maria Fátima Muniz de Andrade

Pessoas se reúnem para o funeral da indígena Maria Fátima Muniz de Andrade

O tiro que matou a indígena Maria Fátima Muniz de Andrade, no sul da Bahia, no domingo (21), foi disparado pela arma do filho de um fazendeiro. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (24) ao site G1 por um perito da Polícia Civil de Itapetinga, que investiga o caso. 

O assassinato ocorreu na terra indígena Caramuru-Catarina Paraguassu, onde vive o povo Pataxó Há-Há-Háe. Disputas de territórios entre indígenas e fazendeiros motivaram o crime, segundo o Ministério dos Povos Indígenas. Três pessoas foram presas após o episódio.

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armas de fogo foram apreendidas com fazendeiros no domingo (21)

Indígenas haviam ocupado a Fazenda Inhuma um dia antes do crime, no sábado (20). Em resposta, os ruralistas teriam decidido recuperar a área por meios próprios, sem decisão judicial, como informou o site G1.

A ação dos fazendeiros que culminou na morte de Andrade foi organizada em um grupo de WhatsApp chamado “Invasão zero”, que tem cerca de 200 membros, como registrou o site da TV Cultura.

Seis pessoas foram feridas na ação dos fazendeiros. Uma delas, o cacique Nailton Muniz Pataxó, irmão de Andrade, foi baleado no rim e está hospitalizado. Um fazendeiro levou uma flechada no braço e também está no hospital, como contou o portal UOL.

Na segunda-feira (22), integrantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) interditaram trechos da rodovia BR-101 em protesto contra o assassinato. Cerca de 500 famílias participaram do ato, como mostrou o Nexo

Apesar de mudanças na política indigenista no Brasil no último ano, com a posse de Luiz Inácio Lula da Silva e a criação do Ministério dos Povos Indígenas, o grupo ainda é alvo de violência, como mostra esse caso. O Nexo contou num Expresso o que houve de avanço e de frustração em relação ao tema em 2023.

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