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Haddad aponta agenda de corte de gastos para 2025

Da Redação

13 de junho de 2024(atualizado 13/06/2024 às 22h23)

Ministro da Fazenda afirma que equipe econômica está disposta a ‘cortar privilégios’. Governo amarga derrotas em sua tentativa de fazer ajuste fiscal via arrecadação

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FOTO: Adriano Machado/REUTERS - 28.fev.2023Fernando Haddad com cara de desconforto, sentado em frente a microfone.

Fernando Haddad em fala à imprensa em Brasília

Fernando Haddad disse nesta quinta-feira (13) que vai intensificar a agenda de corte de gastos para o Orçamento de 2025. Segundo o ministro da Fazenda, o governo está disposto a “a cortar privilégios”.

As declarações ocorrem num momento de pressão de agentes de mercado receosos com o ajuste fiscal, diante das derrotas do Palácio do Planalto no Congresso em projetos para melhorar a arrecadação.

“Começamos aqui a discutir 2025, a agenda de gastos. O que a gente pediu foi uma intensificação dos trabalhos, para que, até o final de junho, nós possamos ter clareza do Orçamento de 2025, estruturalmente bem montado, para passar tranquilidade sobre o endereçamento das questões fiscais do país”

Fernando Haddad

ministro da Fazenda, em declaração dada em Brasília ao lado da ministra do Planejamento, Simone Tebet

A revisão de gastos da equipe econômica passa por reavaliação de benefícios previdenciários e pelo plano, ainda em debate, de flexibilizar despesas mínimas com saúde e educação, conforme informou o jornal Folha de S.Paulo. Ministra do Planejamento, Simone Tebet defende a revisão de gastos com seguro-desemprego, abono salarial e BPC (benefício a pessoas de baixa renda idosas ou com deficiência). O governo tem até 31 de agosto para apresentar sua proposta de Orçamento de 2025. A meta fiscal prevista para o ano é de deficit zero.

No Congresso, o governo perdeu a queda de braço com empresários e parlamentares. Primeiro, não conseguiu eliminar os benefícios tributários dados a 17 setores da economia no programa de desoneração da folha de pagamento. Depois, o governo viu a medida provisória que tentava compensar a perda — a partir da limitação do uso de créditos do PIS/Cofins — ser devolvida pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). As derrotas deixaram o plano fiscal de Haddad encurralado, conforme explicou o Nexo num Expresso.

Lula defende a busca pelo equilíbrio das contas públicas sem que a área social seja afetada. O quadro, que une uma sinalização presidencial por manutenção de gastos e uma resistência do Congresso em abrir caminho para aumento da arrecadação, agitou os mercados na quarta-feira (12), com o dólar batendo R$ 5,42. Nesta quinta (13), a moeda fechou a R$ 5,36. O ciclo de altas da moeda americana foi interrompido após a fala de Haddad ao lado de Tebet, segundo registrou o jornal Valor Econômico.

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