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Supremo venezuelano convoca González após ele se declarar eleito

Da Redação

06 de agosto de 2024(atualizado 15/08/2024 às 20h09)

Essa é a segunda vez que opositor ao governo Maduro é chamado ao tribunal. Na véspera, ele assinou uma carta dizendo que deve ser proclamado presidente do país

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FOTO: Maxwell Briceno/REUTERS - 29.07.2024

O candidato presidencial da oposição, Edmundo González, ao lado da líder da oposição venezuelana, Maria Corina Machado,

A Suprema Corte da Venezuela convocou Edmundo González para prestar esclarecimentos ao tribunal nesta quarta-feira (7). Na segunda-feira (5), o principal candidato de oposição ao governo de Nicolás Maduro publicou uma carta se declarando presidente eleito do país. 

A chapa de González alega que ele foi o verdadeiro vencedor das eleições presidenciais realizadas em 28 de julho. A falta de transparência na divulgação dos resultados e as seguidas interferências oficiais durante a campanha fizeram com que o pleito fosse questionado interna e externamente. 

“Nós vencemos esta eleição, sem qualquer discussão. Foi uma avalanche eleitoral, cheia de energia e com uma organização cidadã admirável, pacífica, democrática e com resultados irreversíveis. Agora, cabe a todos nós fazer respeitar a voz do povo. Procede-se, de imediato, à proclamação de Edmundo González Urrutia como presidente eleito da República”

Edmundo González e María Corina Machado

em comunicado publicado na segunda-feira (5)

González já havia sido convocado para comparecer à Corte na sexta-feira (2), ao lado de outros candidatos. Na data, o tribunal atendeu a um pedido de Maduro – a quem a Corte é alinhada – para realizar uma auditoria do resultado das eleições. O opositor, no entanto, não compareceu por receio de ser preso, como mostrou o portal UOL. 

Maduro já repetiu algumas vezes que González e María Corina Machado, principal líder da oposição, “têm que estar atrás das grades e que tem que haver Justiça”, como registrou o site G1. 

Governos como o dos Estados Unidos não reconhecem a reeleição de Maduro. Parte da comunidade internacional, incluindo o Brasil, tem cobrado o Conselho Nacional Eleitoral para que divulgue os dados desagregados por mesa de votação – algo previsto no processo venezuelano. O órgão eleitoral afirmou na segunda-feira (5) ter entregado à Suprema Corte as atas eleitorais, como contou o jornal Folha de S.Paulo. Os documentos, no entanto, ainda não vieram a público. 

O Nexo relatou que a oposição venezuelana obteve e publicou milhares de atas de locais de votação que comprovariam a derrota do atual presidente. Em Expresso, o jornal explicou o que são esses documentos e quais dados já foram divulgados pelos diferentes lados.

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