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O histórico de grandes partidos nas eleições municipais

Gabriel Zanlorenssi e Lucas Gomes

26 de outubro de 2020(atualizado 28/12/2023 às 13h00)

MDB, PSDB, PT, PP e DEM são os cinco partidos que mais elegeram prefeitos desde 2004. Veja desempenhos e contextos de crescimento e encolhimento dessas legendas

MDB: o campeão das eleições municipais

Descentralizado, o MDB já levantou a bandeira do municipalismo, em defesa da autonomia de governos locais. O partido tem uma estrutura capilarizada pelo país . Esteve oficialmente na base dos governos federais petistas entre o fim de 2006 e o início de 2016.

Assumiu o comando do Brasil com o vice Michel Temer, após o impeachment de Dilma Rousseff. Sofreu desgastes por causa de escândalos revelados pela Operação Lava Jato. No governo Jair Bolsonaro, mantém-se próximo ao governo, apesar de não estar formalmente na base de apoio.

PSDB: o melhor desempenho em capitais em 2016

O PSDB tem sua principal força em São Paulo, estado mais populoso do país, onde elegeu todos os governadores desde 1994. Nos governos federais petistas (2003-2016) se manteve na oposição, voltando ao governo central após o impeachment de Dilma, com apoio à gestão Michel Temer.

No ano em que o MDB assumiu a presidência, em 2016, acabou saindo vitorioso das eleições municipais, com o melhor desempenho nas capitais. Depois, foi alvo de escândalos revelados pela Operação Lava Jato e encolheu sua bancada nas eleições de 2018. Não está alinhado a Bolsonaro, mas vota com o governo em pautas econômicas.

PT: da ascensão à queda nas eleições de 2016

O PT registrou uma melhora consistente de seu desempenho em eleições municipais após a chegada de Luiz Inácio Lula da Silva ao comando do país em 2003. Políticas sociais, como o Bolsa Família, impulsionaram o petismo. O partido também aumentou suas estruturas locais, ganhando capilaridade.

Em 2016, desgastado pelo impeachment de Dilma e pela Operação Lava Jato, da qual foi o alvo inicial, sofreu uma grande derrota nas eleições para prefeitos, vencendo apenas uma capital, Rio Branco (AC). Foi oposição ao governo Temer e também é oposição ao governo Bolsonaro.

Progressistas: reduto no Rio Grande do Sul

Apesar do nome, o Progressistas é um partido conservador. Seus integrantes têm forte entrada no Rio Grande do Sul desde a época em que estavam na Arena, partido de sustentação da ditadura militar. O partido é o descendente direto da Arena e mudou de nome várias vezes nas últimas décadas, já foi PDS, PPB, PPR e PP.

No âmbito federal, seus membros integram o centrão, grupo de parlamentares que costumam se unir para obter espaços na máquina pública em troca de apoio ao governo, independentemente de qual seja. O partido está envolvido na Lava Jato e em outros escândalos. Junto com o centrão, integra a base de apoio do governo Bolsonaro o Congresso.

DEM: queda no Nordeste nos governos petistas

Assim como o Progressistas, o DEM é egresso da Arena. Foi formado como PFL (Partido da Frente Liberal), reunindo dissidentes da ditadura militar em apoio à candidatura de Tancredo Neves, em 1985.Tinha forte presença no nordeste, mas perdeu espaço na região durante os governos federais petistas.

Manteve-se na oposição nos mandatos de Lula e Dilma e voltou a ganhar protagonismo nacional após o impeachment. Desde então, comanda a Câmara dos Deputados com Rodrigo Maia e, na atual legislatura, também chefia o Senado com Davi Alcolumbre. O partido participa do governo Bolsonaro, mas diz não se alinhar automaticamente, votando principalmente a favor de pautas econômicas.

O que esperar em 2020

As eleições municipais de 2020 têm particularidades. Os partidos muito pequenos foram excluídos da propaganda eleitoral de rádio e TV. As coligações proporcionais, que são alianças nas chapas de vereadores, foram proibidas. São medidas para tentar reduzir a quantidade de legendas no Brasil – atualmente são 33 registradas no Tribunal Superior Eleitoral.

O presidente da República também não está filiado a nenhum partido. Bolsonaro deixou o PSL – que cresceu no Congresso e nos governos estaduais na esteira de sua eleição em 2018 – e dá só apoios pontuais a candidatos de partidos diversos em algumas cidades.

Fonte dos gráficos: TSE (Tribunal Superior Eleitoral), via Cepesp Data.

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