
Segundo a Opas (Organização Pan-Americana da Saúde), a maioria das mortes maternas, no Brasil e no mundo, são evitáveis.
Essas mortes ocorrem pela falta de acompanhamento da gestante e de tratamento, atingindo principalmente mulheres em regiões remotas e de baixa renda.
Mortes maternas são as que ocorrem durante a gravidez,
o trabalho de parto ou o puerpério (período de 42 dias após o nascimento) por motivos relacionados
à gravidez
parto
gestação
280 dias
Período de puerpério
42 dias
Mortes maternas no Brasil
Entre 2010 e 2019
Cada mulher representa aproximadamente 40 mortes maternas
Ocorreram em média 1.670 mortes
maternas por ano durante o período
Este número pode ser até 40% maior do que o valor reportado, conforme um estudo de 2004.
casos possivelmente não reportados
Porcentagem de nascidos vivos e mortalidade materna, por cor/raça da mãe
Em 2019
ignorada
Preta
Parda
Outras
Branca
Nascidos
vivos
6,2%
56,0%
33,9%
Mortes
maternas
11,9%
55,5%
30,8%
67,4%
das mortes maternas
são de mulheres negras
Um dos fatores que leva à subnotificação é a ilegalidade do aborto no Brasil. Essa realidade leva à realização de abortos clandestinos, que podem levar à morte da mãe por causas como septicemia, uma infecção generalizada.
Total de mortes maternas, por causa
Em 2019
485
Complicações obstétricas
não definidas
Quase um terço das mortes não possui causa definida no banco de dados do SUS
mortes
Hipertensão específica da gestação
325
Trabalho
de parto
224
Complicações
do puerpério
210
Gravidez que
termina em aborto
108
96
Morte fetal
intrauterina
Transtornos maternos
77
13
HIV/Aids
Taxa de mortalidade materna
a cada 100 mil nascidos vivos
Preta
Parda
Outras
Branca
Em 2019, por causa da
morte e cor/raça da mãe
30 mortes a cada 100 mil nascidos vivos
20
10
0
Complicações
obstétricas
não definidas
Hipertensão
específica
da gestação
Trabalho de
parto
Complicações
do puerpério
30 mortes a cada 100 mil nascidos vivos
Independente da causa, as mulheres negras são as que mais morrem
20
10
0
Morte fetal
intrauterina
Gravidez
que termina
em aborto
Transtornos
maternos
HIV/Aids
Fonte: Datasus, para mortes maternas e nascidos vivos. Foram utilizados como referência os estudos "Mortalidade por causas relacionadas ao aborto no Brasil: declínio e desigualdades espaciais", de Carvalho Lima, e "A mortalidade materna nas capitais brasileiras: algumas características e estimativa de um fator de ajuste", de Laurenti, Mello Jorge e Gotlieb.

Segundo a Opas (Organização Pan-Americana da Saúde), a maioria das mortes maternas, no Brasil e no mundo, são evitáveis.
Essas mortes ocorrem pela falta de
acompanhamento da gestante e de tratamento, atingindo principalmente mulheres em regiões remotas e de baixa renda.
parto
gestação
280 dias
Período de puerpério
42 dias
Mortes maternas são as que ocorrem durante a gravidez, o trabalho de parto ou o puerpério (período de 42 dias após o nascimento) por
motivos relacionados à gravidez
Mortes maternas no Brasil
Entre 2010 e 2019
Cada mulher representa aproximadamente 40 mortes maternas
Ocorreram em média 1.670 mortes
maternas por ano durante o período
Este número pode ser até 40% maior do que o valor reportado, conforme um estudo de 2004.
casos possivelmente não reportados
Porcentagem de nascidos vivos e mortalidade materna, por cor/raça da mãe
Em 2019
Preta
30,8%
Parda
33,9%
Branca
Outras
ignorada
67,4%
56,0%
55,5%
das mortes
maternas
são de
mulheres
negras
6,2%
11,9%
Nascidos
vivos
Mortes
maternas
Um dos fatores que leva à subnotificação
é a ilegalidade do aborto no Brasil. Essa
realidade leva à realização de abortos
clandestinos, que podem levar à morte
da mãe por causas como septicemia,
uma infecção generalizada.
Total de mortes
maternas, por causa
Em 2019
Complicações
obstétricas não
definidas
485
mortes
Hipertensão
específica da
gestação
325
Trabalho
de parto
224
Complicações
do puerpério
210
Gravidez que
termina em
aborto
Quase um terço das mortes não possui causa definida no banco de dados do SUS
108
Morte fetal
intrauterina
96
Transtornos
maternos
77
13
HIV/Aids
Taxa de mortalidade materna a cada 100 mil nascidos vivos
Em 2019, por causa da
morte e cor/raça da mãe
Outras
Preta
Parda
Branca
30 mortes a cada 100 mil nascidos vivos
20
10
0
Complicações
obstétricas
não definidas
Hipertensão
específica
da gestação
Trabalho
de parto
30 mortes a cada 100 mil nascidos vivos
20
10
0
Complicações
do puerpério
Morte fetal
intrauterina
Gravidez
que termina
em aborto
30 mortes a cada 100 mil nascidos vivos
20
Independente da causa, as mulheres negras são as que mais morrem
10
0
Transtornos
maternos
HIV/Aids
Fonte: Datasus, para mortes maternas e nascidos vivos. Foram utilizados como referência os estudos "Mortalidade por causas relacionadas ao aborto no Brasil: declínio e desigualdades espaciais", de Carvalho Lima, e "A mortalidade materna nas capitais brasileiras: algumas características e estimativa de um fator de ajuste", de Laurenti, Mello Jorge e Gotlieb.
Este conteúdo é parte do projeto de cobertura especial “Direitos reprodutivos sem deixar ninguém para trás”, que tem o apoio do Fundo de População das Nações Unidas no Brasil, órgão da ONU criado em 1969 com o objetivo de apoiar os países na utilização de dados sociodemográficos para a formulação de políticas e programas de redução da pobreza.