Como furacões são formados e por que estão mais intensos
Clara Sobral e Giovanna Hemerly
24 de outubro de 2024(atualizado 08/01/2025 às 16h13)Ciclones tropicais formados próximos das Américas do Norte e Central ganham o nome de furacão. Escala de cinco categorias avalia apenas o potencial de destruição dos ventos. Entenda como ocorre o fenômeno
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Conhecidos por seu alto poder de destruição, os furacões são sistemas climáticos rotativos de baixa pressão atmosférica e são um tipo de ciclones tropicais. Eles se formam em águas superiores a 26ºC e possuem ventos de, no mínimo, 119 km/h.
Os furacões ocorrem na região do Atlântico Norte e na porção nordeste do Pacífico. Isso os diferenciam dos outros ciclones tropicais, como os tufões e os ciclones.
Área em que ciclones tropicais costumam ocorrer
Por nome que o fenômeno recebe
Ciclones
Furacões
Tufões
Oceano
Atlântico
Oceano
Pacífico
Oceano
Pacífico
Linha do Equador
Oceano
Índico
Ciclones tropicais são raros no Brasil, pois as águas oceânicas não atingem as temperaturas elevadas o suficiente para sua formação. Além disso, a proximidade com a Linha do Equador reduz o efeito de rotação da Terra, que é importante para o desenvolvimento desses fenômenos.
A principal exceção foi o ciclone Catarina, registrado em 2004 no sul do Brasil. Foi o primeiro e único ciclone tropical documentado no Atlântico Sul a atingir força de furacão, um evento bastante raro e atípico.
Como se formam os ciclones tropicais
São necessárias condições específicas:
Águas oceânicas aquecidas
Temperaturas acima de 26°C fornece a energia necessária
para tempestades intensas
Alta umidade atmosférica
Gera as nuvens de tempestade, além de ajudar a manter
a estrutura do furacão
Baixa pressão atmosférica
Provocam a subida de ar quente e úmido, iniciando
a formação de tempestades
Baixo cisalhamento do vento
Pouca alteração na velocidade e direção do vento em
diferentes altitudes da atmosfera permite a intensificação
do furacão
1
Quando a temperatura do
oceano está acima de 26ºC,
a água evapora mais rápido
e é absorvida pelo ar
próximo à superfície, que
fica mais quente e úmido
Evaporação
2
Por ser menos denso, esse ar quente e úmido começa a subir, resultando em uma área de baixa pressão atmosférica
Evaporação
Baixa pressão
3
À medida que o ar sobe
para as camadas mais
frias da atmosfera, ele se
condensa, formando
nuvens. Esse processo de
evaporação e condensação
intensifica a baixa pressão
Condensação
Ar quente
4
Uma grande quantidade
de ar é atraída para essa
área de baixa pressão,
criando ventos que
giram em espiral, devido
à rotação da Terra
(efeito Coriolis)
Ar quente
Baixa
pressão
5
A tempestade se transforma
em um ciclone tropical, com
ventos cada vez mais fortes.
Quanto mais o ciclone se
intensifica, maior a queda
da pressão atmosférica no
centro e maior a velocidade
dos ventos.
6
No centro do furacão,
forma-se o "olho", uma
área onde os ventos são
fracos. Ao redor, está a
parede do olho, que
contém os ventos mais
intensos e as chuvas
mais fortes.
Parede do olho
Olho
Os furacões ganham força sobre águas quentes, mas perdem energia ao atingir águas frias ou o solo, onde o calor e a umidade são menores. Mesmo perdendo força ao atingir o solo, ainda podem causar grandes danos com ventos e chuvas intensas.
Escala dos furacões
Para medir a intensidade dos furacões, o engenheiro civil Herbert Saffir e o meteorologista Robert Simpson criaram a Escala Saffir-Simpson em 1970. A classificação é baseada na velocidade dos ventos sustentados, que é a velocidade mantida de forma constante por um minuto, e servem de parâmetro para respostas de emergência e prevenção de desastres.
Escala dos furacões
Categoria 1
119 a 153 km/h
Podem ocorrer alguns danos a árvores
e telhados, mas os danos estruturais são
mínimos. Também pode ocorrer danos
em fios de energia e postes e elevação
do nível do mar.
Categoria 2
154 a 177 km/h
Árvores grandes podem ser derrubadas
e danos mais significativos ocorrem em
edifícios. Perda de energia quase total é
esperada, além da elevação significativa
do nível do mar.
Categoria 3
178 a 208 km/h
Edifícios podem perder telhados,
e grandes danos estruturais podem
ocorrer. Inundações costeiras podem
ser extensas.
Categoria 4
209 a 251 km/h
Árvores são arrancadas, e muitos
edifícios perdem partes do telhado
e das paredes.
Categoria 5
252 km/h ou mais
Muitas construções serão destruídas,
e áreas costeiras podem ser inundadas de forma massiva, resultando em destruição generalizada.
A escala avalia apenas o potencial de destruição dos ventos do furacão, não considerando outros perigos também fatais, como tempestades, inundações por chuva e tornados. A destruição também pode ser maior em áreas em que o fenômeno não costuma ocorrer.
Por esses motivos, mesmo furacões de categoria baixa também podem causar sérios danos e mortes, dependendo do volume de chuva, existência de tornados, geografia da área atingida e a capacidade local para lidar com a emergência.
Efeitos das mudanças climáticas
Embora a ocorrência de furacões durante o verão no hemisfério norte seja comum, pesquisas têm indicado uma relação entre o aumento do potencial de destruição desses ciclones e as mudanças climáticas devido à ação humana.
O aquecimento da temperatura dos oceanos é um dos principais fatores, já que ela dobrou nos últimos 20 anos. Em 2023, as temperaturas da superfície do mar atingiram recordes históricos. Neste ano, os níveis seguem a mesma tendência, o que pode contribuir para comportamentos fora do padrão para os furacões. Mas ainda não há evidências definitivas do aumento da frequência de furacões.
Temperatura média diária da superfície dos oceanos
Entre 1979 e 2024, em graus Celsius
Média (1991 - 2020)
Média (1982 - 2010)
2024
2023
21,0˚C
20,5˚C
20,0˚C
19,5˚C
O
N
Dez
Jan
F
M
A
M
J
J
A
S
2023 e 2024, os oceanos atingiram recordes históricos
de temperatura, com médias globais acima de 21°C
O aumento do nível do mar também pode contribuir para a intensidade das catástrofes causadas por ciclones tropicais, por causar maiores riscos de chuvas intensas e inundações costeiras.
De acordo com a NOAA (Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos EUA), quase metade das fatalidades diretas de furacões são causadas pela água das tempestades.
Causa das mortes diretamente
relacionadas aos Furacões
Em %, entre 1965 e 2012
49%
Marés de tempestade
88% das mortes diretas
por furacões foram devido
aos perigos das águas das
tempestades ou do mar
Chuvas
27%
6%
Ressacas marítima
6%
Incidentes em águas costeiras
8%
Ventos
3%
Tornados
Outros
1%
Além do aumento na temperatura e no nível dos oceanos, NOAA já previa furacões com maior intensidade este ano devido à possível influência do La Niña, que também intensifica as tempestades tropicais. Outros eventos climáticos, como as monções na África Ocidental, também podem aumentar a intensidade dos furacões no Atlântico, especialmente à medida que se tornem mais extremos com as mudanças climáticas.
Temporada de 2024
Eventos raros marcaram a temporada de furacões deste ano nos EUA. O período, que vai de junho até o final de novembro, teve o furacão Beryl, responsável por 64 mortes, como o primeiro já registrado de categoria quatro a surgir ainda no início da temporada no Atlântico, que costuma ter ciclones de menor intensidade.
Além disso, a temporada teve três furacões simultâneos no Atlântico em outubro: Kirk e Leslie, que depois se tornaram tempestade tropical e seguiram em direção a Europa, e Milton, que atingiria a Flórida dias depois. É a primeira vez que esse fenômeno é visto desde o início dos registros por satélite, em 1966.
O furacão Milton também foi um dos mais intensos no Atlântico desde o Wilma, em 2005. Em apenas um dia, o ciclone passou de um furacão categoria um para categoria cinco, uma das intensificações mais rápidas da história. Sua pressão atmosférica mínima foi de 897 mb, a menor em 20 anos.
Furacões com menor pressão mínima
atmosférica no Atlântico, entre 1935 e 2024
em milibares e por velocidade máxima
sustentada dos ventos em km/h
305,6
km/h
296,3
km/h
287,0
km/h
277,8
km/h
268,5
km/h
880 mb
900
920
940
Wilma
2005
Gilbert
1988
Sem nome*
1935
Rita
2005
Milton
2024
Allen
1980
Camille
1969
Katrina
2005
Mitch
1998
Dean
2007
Maria
2017
Dorian
2019
Janet
1955
Irma
2017
Andrew
1992
David
1979
Lee
2023
Anita
1977
Felix
2007
880 mb
900
920
940
Quanto mais baixa for a pressão atmosférica no centro
de um furacão, maior tende a ser sua intensidade
*O ciclone de 1935, conhecido como Furacão do Dia do Trabalho, não tem
nome oficial pois, o sistema de nomeação só foi implementado em 1953.
Processo de intensificação do furacão Milton
Entre 05/10 e 10/10, por velocidade máxima sustentada
dos ventos, em km/h
289,7
252 km/h
Categoria 5
209
4
Chega na Flórida
178
3
154
2
136,8
119
1
0
05/10
06/10
07/10
08/10
09/10
10/10
A intensificação rápida é definida como um aumento de 56 km/h
na velocidade do vento em 24 horas. O furacão Milton aumentou
152,9 km/h, mais que o dobro em 24h.
Apesar de seu alto potencial destrutivo, o furacão Milton causou menos danos do que o previsto, tanto pela perda da potência ao atingir o solo e pela evacuação dos moradores das áreas que seriam afetadas, mas também pelo desvio no curso previsto, se deslocando para regiões com menor densidade populacional.
No entanto, houve destruição significativa de residências e infraestruturas, além de inundações que resultaram em 14 mortes.
O furacão Helene, de categoria 4, que atingiu a região no final de setembro, provocou o maior número de vítimas fatais desde o furacão Katrina, em 2005. Até 07/10/2024, 235 mortes haviam sido confirmadas, mas esse número pode aumentar.
Fonte: NOAA (Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos EUA).
Para o gráfico sobre temperaturas do oceano, foram usados dados do NOAA
e da ClimateReanalyzer.org, Climate Change Institute e Universidade de Maine.
Conhecidos por seu alto poder de destruição, os furacões são sistemas climáticos rotativos de baixa pressão atmosférica e são um tipo de ciclones tropicais. Eles se formam em águas superiores a 26ºC e possuem ventos de, no mínimo, 119 km/h.
Os furacões ocorrem na região do Atlântico Norte e na porção nordeste do Pacífico. Isso os diferenciam dos outros ciclones tropicais, como os tufões e os ciclones.
Área em que ciclones tropicais
costumam ocorrer
Por nome que o fenômeno recebe
Ciclones
Furacões
Tufões
Oceano
Atlântico
Oceano
Pacífico
Oceano
Pacífico
Linha do Equador
Oceano
Índico
Ciclones tropicais são raros no Brasil, pois as águas oceânicas não atingem as temperaturas elevadas o suficiente para sua formação. Além disso, a proximidade com a Linha do Equador reduz o efeito de rotação da Terra, que é importante para o desenvolvimento desses fenômenos.
A principal exceção foi o ciclone Catarina, registrado em 2004 no sul do Brasil. Foi o primeiro e único ciclone tropical documentado no Atlântico Sul a atingir força de furacão, um evento bastante raro e atípico.
Como se formam
os ciclones tropicais
São necessárias condições específicas:
Águas oceânicas aquecidas
Temperaturas acima de 26°C
fornece a energia necessária
para tempestades intensas
Alta umidade atmosférica
Gera as nuvens de tempestade, além de ajudar a manter a estrutura do furacão
Baixa pressão atmosférica
Provocam a subida de ar quente
e úmido, iniciando a formação
de tempestades
Baixo cisalhamento do vento
Pouca alteração na velocidade e
direção do vento em diferentes
altitudes da atmosfera permite a
intensificação do furacão
1
Quando a temperatura do oceano
está acima de 26ºC, a água evapora
mais rápido e é absorvida pelo ar
próximo à superfície, que fica mais
quente e úmido
Evaporação
2
Por ser menos denso, esse ar quente
e úmido começa a subir, resultando
em uma área de baixa pressão
atmosférica
Evaporação
Baixa pressão
3
À medida que o ar sobe para as
camadas mais frias da atmosfera,
ele se condensa, formando nuvens.
Esse processo de evaporação e
condensação intensifica a baixa
pressão
Condensação
Ar quente
4
Uma grande quantidade de ar é
atraída para essa área de baixa
pressão, criando ventos que giram
em espiral, devido à rotação da Terra
(efeito Coriolis)
Ar quente
Baixa
pressão
5
A tempestade se transforma em um
ciclone tropical, com ventos cada vez
mais fortes. Quanto mais o ciclone se
intensifica, maior a queda da pressão
atmosférica no centro e maior a
velocidade dos ventos.
6
No centro do furacão, forma-se o
"olho", uma área onde os ventos são
fracos. Ao redor, está a parede do
olho, que contém os ventos mais
intensos e as chuvas mais fortes.
Parede do olho
Olho
Os furacões ganham força sobre águas quentes, mas perdem energia ao atingir águas frias ou o solo, onde o calor e a umidade são menores. Mesmo perdendo força ao atingir o solo, ainda podem causar grandes danos com ventos e chuvas intensas.
Escala dos furacões
Para medir a intensidade dos furacões,
o engenheiro civil Herbert Saffir e o meteorologista Robert Simpson criaram a Escala Saffir-Simpson em 1970. A classificação é baseada na velocidade dos ventos sustentados, que é a velocidade mantida de forma constante por um minuto, e servem de parâmetro para respostas de emergência e prevenção de desastres.
Escala dos furacões
Categoria 1
119 a 153 km/h
Podem ocorrer alguns danos a árvores
e telhados, mas os danos estruturais são
mínimos. Também pode ocorrer danos
em fios de energia e postes e elevação
do nível do mar.
Categoria 2
154 a 177 km/h
Árvores grandes podem ser derrubadas
e danos mais significativos ocorrem em
edifícios. Perda de energia quase total é
esperada, além da elevação significativa
do nível do mar.
Categoria 3
178 a 208 km/h
Edifícios podem perder telhados,
e grandes danos estruturais podem
ocorrer. Inundações costeiras podem
ser extensas.
Categoria 4
209 a 251 km/h
Árvores são arrancadas, e muitos
edifícios perdem partes do telhado
e das paredes.
Categoria 5
252 km/h ou mais
Muitas construções serão destruídas,
e áreas costeiras podem ser inundadas
de forma massiva, resultando em
destruição generalizada.
A escala avalia apenas o potencial de destruição dos ventos do furacão, não considerando outros perigos também fatais, como tempestades, inundações por chuva e tornados. A destruição também pode ser maior em áreas em que o fenômeno não costuma ocorrer.
Por esses motivos, mesmo furacões de categoria baixa também podem causar sérios danos e mortes, dependendo do volume de chuva, existência de tornados, geografia da área atingida e a capacidade local para lidar com a emergência.
Efeitos das mudanças
climáticas
Embora a ocorrência de furacões durante o verão no hemisfério norte seja comum, pesquisas têm indicado uma relação entre o aumento do potencial de destruição desses ciclones e as mudanças climáticas devido à ação humana.
O aquecimento da temperatura dos oceanos é um dos principais fatores, já que ela dobrou nos últimos 20 anos. Em 2023, as temperaturas da superfície do mar atingiram recordes históricos. Neste ano, os níveis seguem a mesma tendência, o que pode contribuir para comportamentos fora do padrão para os furacões. Mas ainda não há evidências definitivas do aumento da frequência de furacões.
Temperatura média diária
da superfície dos oceanos
Entre 1979 e 2024, em graus Celsius
Média (1991 - 2020)
Média (1982 - 2010)
2024
2023
21,0˚C
20,5˚C
20,0˚C
19,5˚C
O
N
Dez
Jan
F
M
A
M
J
J
A
S
2023 e 2024, os oceanos atingiram
recordes históricos de temperatura,
com médias globais acima de 21°C
O aumento do nível do mar também pode contribuir para a intensidade das catástrofes causadas por ciclones tropicais, por causar maiores riscos de chuvas intensas e inundações costeiras.
De acordo com a NOAA (Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos EUA), quase metade das fatalidades diretas de furacões são causadas pela água das tempestades.
Causa das mortes diretamente relacionadas aos Furacões
Em %, entre 1965 e 2012
88% das mortes diretas
por furacões foram devido
aos perigos das águas das
tempestades ou do mar
Marés de
tempestade
49%
Chuvas
27%
6%
Ressacas marítima
6%
Incidentes em águas costeiras
8%
Ventos
Tornados
3%
Outros
1%
Além do aumento na temperatura e no nível dos oceanos, NOAA já previa furacões com maior intensidade este ano devido à possível influência do La Niña, que também intensifica as tempestades tropicais. Outros eventos climáticos, como as monções na África Ocidental, também podem aumentar a intensidade dos furacões no Atlântico, especialmente à medida que se tornem mais extremos com as mudanças climáticas.
Temporada de 2024
Eventos raros marcaram a temporada de furacões deste ano nos EUA. O período, que vai de junho até o final de novembro, teve o furacão Beryl, responsável por 64 mortes, como o primeiro já registrado de categoria quatro a surgir ainda no início da temporada no Atlântico, que costuma ter ciclones de menor intensidade.
Além disso, a temporada teve três furacões simultâneos no Atlântico em outubro: Kirk e Leslie, que depois se tornaram tempestade tropical e seguiram em direção a Europa, e Milton, que atingiria a Flórida dias depois. É a primeira vez que esse fenômeno é visto desde o início dos registros por satélite, em 1966.
O furacão Milton também foi um dos mais intensos no Atlântico desde o Wilma, em 2005. Em apenas um dia, o ciclone passou de um furacão categoria um para categoria cinco, uma das intensificações mais rápidas da história. Sua pressão atmosférica mínima foi de 897 mb, a menor em 20 anos.
Furacões com menor pressão
mínima atmosférica no Atlântico,
entre 1935 e 2024
em milibares e por velocidade máxima
sustentada dos ventos em km/h
305,6
km/h
296,3
km/h
287,0
km/h
277,8
km/h
268,5
km/h
880 mb
900
920
940
Wilma
2005
Gilbert
1988
Sem nome*
1935
Rita
2005
Milton
2024
Allen
1980
Camille
1969
Katrina
2005
Mitch
1998
Dean
2007
Maria
2017
Dorian
2019
Janet
1955
Irma
2017
Andrew
1992
David
1979
Lee
2023
Anita
1977
Felix
2007
880 mb
900
920
940
Quanto mais baixa for a pressão
atmosférica no centro de um furacão,
maior tende a ser sua intensidade
*O ciclone de 1935, conhecido como Furacão do
Dia do Trabalho, não tem nome oficial pois, o sistema
de nomeação só foi implementado em 1953
Processo de intensificação
do furacão Milton
Entre 05/10 e 10/10, por velocidade máxima
sustentada dos ventos, em km/h
289,7
252 km/h
Categoria 5
209
4
Chega
na Flórida
178
3
154
2
136,8
119
1
0
05/10
06/10
07/10
08/10
09/10
10/10
A intensificação rápida é definida como
um aumento de 56 km/h na velocidade
do vento em 24 horas. O furacão Milton
aumentou 152,9 km/h, mais que o dobro
em 24h.
Apesar de seu alto potencial destrutivo, o furacão Milton causou menos danos do que o previsto, tanto pela perda da potência ao atingir o solo e pela evacuação dos moradores das áreas que seriam afetadas, mas também pelo desvio no curso previsto, se deslocando para regiões com menor densidade populacional.
No entanto, houve destruição significativa de residências e infraestruturas, além de inundações que resultaram em 14 mortes.
O furacão Helene, de categoria 4, que atingiu a região no final de setembro, provocou o maior número de vítimas fatais desde o furacão Katrina, em 2005. Até 07/10/2024, 235 mortes haviam sido confirmadas, mas esse número pode aumentar.
Fonte: NOAA (Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos EUA). Para o gráfico sobre temperaturas do oceano, foram usados dados do NOAA e da ClimateReanalyzer.org, Climate Change Institute
e Universidade de Maine.
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