Profissões

‘Pego ferramentas da física e aplico em neurônios no cérebro’

Mauro Copelli13 de novembro de 2019(atualizado 28/12/2023 às 12h31)
Foto: Ivan Copelli/Divulgação
Mauro Copelli, da Universidade Federal de Pernambuco, é um físico teórico que acabou indo botar as mãos em cérebros, para ajudar os biólogos a solucionar o mistério da consciência

Quando resolveu virar um físico teórico, Mauro Copelli jamais imaginou que acabaria passando parte dos seus dias num laboratório cheio de camundongos, de olho nos seus cérebros. Professor da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), Copelli começou a carreira focado apenas em cálculos e modelos teóricos, em universidades de ponta da Bélgica e da Califórnia. Lá, descobriu que suas ferramentas de físico poderiam ser úteis para os biólogos que quebravam a cabeça para desvendar o objeto mais complexo do mundo: o cérebro. Mais especificamente: para ajudar a descobrir como esse órgão produz a consciência.

Aos 48 anos, Mauro não tem expectativas de que vá ver o mistério inteiramente solucionado, mas satisfaz-se em “colocar alguns tijolinhos no edifício da compreensão” dele. Encontrei com ele em sua salinha, decorada com uma lousa cheia de cálculos indecifráveis para mim e de desenhos de seus filhos, de 13 e 10 anos. Lá conversamos sobre a empolgação de fazer parte de uma área multidisciplinar, cheia de perguntas em aberto, e também sobre a frustração de fazer isso no Brasil, diante das incertezas quanto ao financiamento e da falta de valor que se dá à ciência.

Cientistas do Brasil

Quem:Mauro Copelli, 48 anos
O quê:físico que se meteu na neurociência
Onde:no departamento de física da UFPE, em Recife
Como:fazendo cálculos no papel e no computador e colaborando com biólogos que abrem cérebros de camundongos

Esta entrevista é a oitava da série doNexoCientistas do Brasil que você precisa conhecer, ontem e hoje ”. O projeto tem duas frentes: uma traz 12 vídeos com a minibiografia de pesquisadores que marcaram a história . A outra traz 12 entrevistas em texto na seção “Profissões” – conversas conduzidas pelo jornalista Denis R. Burgierman com cientistas brasileiros em atuação hoje no mundo. São pesquisadores de áreas como ciências da vida, geociências, física, química, ciência da computação e matemática, que vêm tendo o reconhecimento de seus pares e trabalham em linhas de atuação promissoras. O projeto tem o apoio do Instituto Serrapilheira.

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