A onda de extrema direita testada pela política tradicional
Guilherme Henrique
24 de dezembro de 2020(atualizado 28/12/2023 às 13h04)Ao longo do mês de dezembro, o ‘Nexo’ destaca 20 características do nosso tempo que foram escancaradas em 2020. Neste capítulo, mostra como a moderação apareceu como contraponto a líderes populistas
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Jair Bolsonaro durante cerimônia em Brasília e Donald Trump no último debate da campanha eleitoral nos EUA
O avanço da extrema direita , que marcou a década de 2010, foi testado em 2020. Com recuos registrados em eleições regionais na Itália, na França e na Áustria, esse movimento sofreu seu maior tombo com a derrota do presidente Donald Trump nas eleições presidenciais dos EUA.
A experiência americana trouxe para o centro do debate as estratégias usadas para superar nas urnas líderes populistas de viés autoritário . O vencedor foi Joe Biden, um moderado que costurou uma ampla aliança interna no Partido Democrata, incluindo setores mais alinhados à esquerda e às bandeiras identitárias.
No Brasil, as eleições municipais mostraram um refluxo do discurso antissistema que havia feito sucesso dois anos antes, na disputa nacional de 2018. Candidatos apoiados diretamente pelo presidente Jair Bolsonaro amargaram derrotas nas urnas .
A preferência do eleitorado recaiu sobre políticos que já estavam em seus cargos e partidos tradicionais, especialmente alinhados à centro-direita e à direita. Legendas como DEM, Progressistas e PSD tiveram avanços significativos nas prefeituras.
Houve esboços de alianças locais entre opositores de Bolsonaro, tanto à esquerda e à direita, mas o caminho para uma união mais ampla, com a eventual criação de uma frente ampla com vistas à sucessão presidencial de 2022, ainda depende de diálogos que, por ora, estão apenas no começo .
Abaixo, o Nexo lista cinco conteúdos publicados em 2020 que ajudam a revisitar e entender o assunto.
Urnas eletrônicas sendo transportadas
Em 2016, negar a política rendeu votos. Dois anos depois, uma onda contra o establishment tomou o país. Agora, quadro é diferente, segundo analistas ouvidos pelo ‘Nexo’
Bandeira vermelha do PT balançando na janela de um prédio em São Paulo em abril
Bolsonaro e seu discurso antissistema, assim como o PT, saem enfraquecidos das eleições municipais. Analistas comentam o cenário de disputa de poder a partir de agora
Qual o histórico dos partidos que prevaleceram nas eleições de 2020? Existe uma origem comum entre eles? Essas duas questões podem ser respondidas a partir da genealogia dos partidos, que mapeia uniões, cisões e o surgimento das siglas registradas atualmente no Tribunal Superior Eleitoral
O modo como o democrata lidará com os obstáculos impostos a seu mandato — contornando-os ou buscando derrubá-los, como defendem as vozes mais progressistas de seu partido — determinará o sucesso de sua Presidência
Cartaz da campanha democrata em Madison, Wisconsin, na eleição presidencial de 2020
Em entrevista ao‘Nexo’, o cientista político Carlos Melo, professor do Insper, analisa como o estilo adotado pelo candidato democrata Joe Biden foi eficaz contra Donald Trump. Ele também comenta os desafios que o Brasil enfrenta para construir uma união política semelhante nas eleições de 2022
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