Série

A onda de extrema direita testada pela política tradicional

Guilherme Henrique

24 de dezembro de 2020(atualizado 28/12/2023 às 13h04)

Ao longo do mês de dezembro, o ‘Nexo’ destaca 20 características do nosso tempo que foram escancaradas em 2020. Neste capítulo, mostra como a moderação apareceu como contraponto a líderes populistas

O Nexo depende de você para financiar seu trabalho e seguir produzindo um jornalismo de qualidade, no qual se pode confiar.Conheça nossos planos de assinatura.Junte-se ao Nexo! Seu apoio é fundamental.

FOTO: MIKE SEGAR E ADRIANO MACHADO/SARIANA FERNANDEZ/REUTERS/NEXO

Foto mostra Jair Bolsonaro acenando com o braço direito e Donald Trump com expressão séria

Jair Bolsonaro durante cerimônia em Brasília e Donald Trump no último debate da campanha eleitoral nos EUA

O avanço da extrema direita , que marcou a década de 2010, foi testado em 2020. Com recuos registrados em eleições regionais na Itália, na França e na Áustria, esse movimento sofreu seu maior tombo com a derrota do presidente Donald Trump nas eleições presidenciais dos EUA.

A experiência americana trouxe para o centro do debate as estratégias usadas para superar nas urnas líderes populistas de viés autoritário . O vencedor foi Joe Biden, um moderado que costurou uma ampla aliança interna no Partido Democrata, incluindo setores mais alinhados à esquerda e às bandeiras identitárias.

No Brasil, as eleições municipais mostraram um refluxo do discurso antissistema que havia feito sucesso dois anos antes, na disputa nacional de 2018. Candidatos apoiados diretamente pelo presidente Jair Bolsonaro amargaram derrotas nas urnas .

A preferência do eleitorado recaiu sobre políticos que já estavam em seus cargos e partidos tradicionais, especialmente alinhados à centro-direita e à direita. Legendas como DEM, Progressistas e PSD tiveram avanços significativos nas prefeituras.

Houve esboços de alianças locais entre opositores de Bolsonaro, tanto à esquerda e à direita, mas o caminho para uma união mais ampla, com a eventual criação de uma frente ampla com vistas à sucessão presidencial de 2022, ainda depende de diálogos que, por ora, estão apenas no começo .

Abaixo, o Nexo lista cinco conteúdos publicados em 2020 que ajudam a revisitar e entender o assunto.

FOTO: PAULO WHITAKER /REUTERS
Caixas de papelão com urnas eletrônicas sendo transportadas por trabalhadores nas eleições

Urnas eletrônicas sendo transportadas


O enfraquecimento do discurso antissistema nas eleições de 2020

Em 2016, negar a política rendeu votos. Dois anos depois, uma onda contra o establishment tomou o país. Agora, quadro é diferente, segundo analistas ouvidos pelo ‘Nexo’

Leia na íntegra

FOTO: AMANDA PEROBELLI/REUTERS

Bandeira vermelha do PT balançando na janela de um prédio em São Paulo em abril

Bandeira vermelha do PT balançando na janela de um prédio em São Paulo em abril

Qual o balanço para as forças políticas após o segundo turno de 2020

Bolsonaro e seu discurso antissistema, assim como o PT, saem enfraquecidos das eleições municipais. Analistas comentam o cenário de disputa de poder a partir de agora

Leia na íntegra

Ilustração em fundo verde com linhas e pontos indicando trajetórias de partidos

A genealogia e o perfil dos partidos brasileiros

Qual o histórico dos partidos que prevaleceram nas eleições de 2020? Existe uma origem comum entre eles? Essas duas questões podem ser respondidas a partir da genealogia dos partidos, que mapeia uniões, cisões e o surgimento das siglas registradas atualmente no Tribunal Superior Eleitoral

Leia na íntegra

FOTO: TOM BRENNER/REUTERSJoe Biden recebe briefing em seu gabinete de presidente eleito dos EUA

Os desafios de Joe Biden à frente do governo americano

O modo como o democrata lidará com os obstáculos impostos a seu mandato — contornando-os ou buscando derrubá-los, como defendem as vozes mais progressistas de seu partido — determinará o sucesso de sua Presidência

Leia na íntegra

FOTO: BING GUAN/REUTERS – 17.OUT.2020

Carta mostra um peixe com o cabelo de Trump sendo comido por um cardume de peixinhos menores, azuis, cor do Partido Democrata

Cartaz da campanha democrata em Madison, Wisconsin, na eleição presidencial de 2020

Qual a relevância da moderação para derrotar a extrema direita

Em entrevista ao‘Nexo’, o cientista político Carlos Melo, professor do Insper, analisa como o estilo adotado pelo candidato democrata Joe Biden foi eficaz contra Donald Trump. Ele também comenta os desafios que o Brasil enfrenta para construir uma união política semelhante nas eleições de 2022

Leia na íntegra

NEWSLETTER GRATUITA

Nexo | Hoje

Enviada à noite de segunda a sexta-feira com os fatos mais importantes do dia

Este site é protegido por reCAPTCHA e a Política de Privacidade e os Termos de Serviço Google se aplicam.

Gráficos

nos eixos

O melhor em dados e gráficos selecionados por nosso time de infografia para você

Este site é protegido por reCAPTCHA e a Política de Privacidade e os Termos de Serviço Google se aplicam.

Navegue por temas