Entrevista

‘O racismo estrutura a violência urbana brasileira’

Isadora Rupp

06 de fevereiro de 2022(atualizado 28/12/2023 às 22h20)

Para Jailson de Souza e Silva, fundador do Observatório de Favelas, episódios brutais que marcaram o Rio de Janeiro no início de 2022 são sintomas de um ‘estado da barbárie’ mantido por escolhas de governantes 

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FOTO: LUCAS LANDAU/REUTERS – 6.FEV.2022

Manifestações pedem justiça no caso Moïse em frente ao quiosque Tropicália, onde o congolês foi assassinado no Rio

Manifestações pedem justiça no caso Moïse em frente ao quiosque Tropicália, onde o congolês foi assassinado no Rio

Com diferença de poucos dias, o Rio de Janeiro foi marcado no começo de 2022 por crimes brutais: o assassinato de Moïse Kabagambe , refugiado congolês espancado até a morte na orla da Barra da Tijuca, e a morte de Durval Teófilo Filho , que levou três tiros de seu vizinho, o sargento da Marinha Aurélio Alves Bezerra, quando chegava em casa. O militar disse ter confundido Teófilo, que é negro, com um assaltante.

Na quinta-feira (3), pelo menos seis pessoas foram mortas numa operação da Polícia Militar em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. Moradores do local dizem que o número de vítimas foi maior. A ação ocorreu mesmo com a determinação do Supremo Tribunal Federal que, desde 2020, restringe as operações policiais no estado a casos excepcionais por causa da pandemia de covid-19. A justificativa oficial da PM em Belford Roxo foi “coibir ações criminosas”.

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