7 pontos-chave sobre os cuidados após a vacinação
Cesar Gaglioni
09 de abril de 2021(atualizado 28/12/2023 às 23h03)O ‘Nexo’ lista perguntas e responde dúvidas recorrentes acerca da imunização contra a covid-19
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Campanha de vacinação no Rio de Janeiro
Casos recentes, como a morte de Agnaldo Timóteo e a infecção do presidente da Argentina , Alberto Fernandez, têm levantado dúvidas sobre como funcionam os efeitos das vacinas contra a covid-19 e quais cuidados ainda são necessários após a aplicação. Abaixo, o Nexo responde a sete perguntas sobre o tema.
Sim. Caso você seja exposto ao vírus antes do corpo criar a imunidade, é possível que sinta sintomas da covid-19. Dada a eficácia da vacina , casos de contaminação após as duas doses podem apresentar sintomas leves. Os dados da Coronavac, vacina mais usada no Brasil, garantem que 100% daqueles que receberam o imunizante não vão morrer e nem desenvolver um quadro grave. Desses, 22% poderão apresentar sintomas leves da doença.
Entre uma dose e outra, deve-se continuar mantendo as medidas de isolamento e distanciamento social, além do uso de máscaras. Nesse período, os anticorpos neutralizantes , que impedem a entrada do vírus nas células, ainda estão se formando dentro do organismo.
Cada organismo é diferente e tem seu próprio ritmo. Mas, em geral, a imunização se dá cerca de duas semanas após a aplicação da segunda dose da vacina (ou da primeira e única, no caso da Janssen ). Esse é o tempo para o corpo terminar de criar os anticorpos neutralizantes.
Na maioria das vacinas, ainda não há estudo conclusivo para essa questão. As exceções são as vacinas americanas da Pfizer e da Moderna, que já realizaram estudos que mostraram que elas são eficazes em barrar a transmissão por parte de vacinados. Enquanto esses estudos não chegam, é essencial manter medidas de isolamento e distanciamento social e uso de máscaras, até que essas questões sejam respondidas.
Em março, o Centro de Controle de Doenças dos EUA publicou um guia para aqueles que receberam as duas doses da vacina e esperaram o período de duas semanas até a imunização. Essas pessoas podem visitar pessoas que não estão nos grupos de risco dispensando o uso de máscara e distanciamento, além de viajar nacionalmente e internacionalmente sem realizar testes e quarentenas. Vale ressaltar que os EUA estão usando as vacinas Pfizer e Moderna, que comprovadamente barram a transmissão. Conforme uma parcela maior da população for vacinada, novas possibilidades serão abertas.
Cientistas ainda não sabem a resposta para essa pergunta, porém, há indícios de que será necessário tomar reforços da vacina sazonalmente , assim como já acontece com a gripe. O tempo deve variar de vacina para vacina. Por isso, estudos estão sendo realizados para entender essa necessidade.
Não dá para saber por ora. Depende da aplicação dos imunizantes na população. A estimativa é que uma certa normalidade possa ser retomada quando cerca de 80% da população tiver sido imunizada. A volta da vida normal também depende de medidas de isolamento social para impedir que novas variantes, que podem ser resistentes à vacina , apareçam. As principais variantes que apareceram no Brasil em 2021, como a P.1, conseguem ser neutralizadas pela vacina.
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