O que querem os bolsonaristas que vão às ruas em 7 de setembro
Estêvão Bertoni
25 de agosto de 2021(atualizado 28/12/2023 às 23h19)Apoiadores do presidente já não abarcam todos os setores da coalizão de 2018, mas discurso cada vez mais radicalizado desperta preocupação. Ao ‘Nexo’ dois professores analisam possíveis implicações dos protestos
Apoiador do presidente Jair Bolsonaro durante ato em Copacabana, no Rio de Janeiro
Os grupos que estão convocando as manifestações pelo país em apoio ao governo no Dia da Independência, em 7 de Setembro, reúnem tradicionais apoiadores de Jair Bolsonaro, de policiais a caminhoneiros, de líderes religiosos a ruralistas e empresários. Mas a coalizão já não conta com todos os setores que levaram o presidente ao poder em 2018. Há defecções, como os lavajatistas.
Apesar do espectro político reduzido, o clima de radicalização preocupa. A participação de membros das forças de segurança na divulgação dos atos, conclamando policiais a irem às ruas, tem gerado temor nas autoridades de que os protestos possam descambar para a violência. O discurso extremista das convocações nas redes sociais inclui ameaças ao Congresso Nacional e ao Supremo Tribunal Federal, algo recorrente entre bolsonaristas que costumam ir às ruas.
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