Por que o drible no teto de gastos gera tanta reação negativa
Marcelo Roubicek
22 de outubro de 2021(atualizado 28/12/2023 às 23h28)Ao lado de Bolsonaro, Guedes diz ter ‘lutado até o fim’, mas pressão política e social é grande. O ‘Nexo’ explica a regra que limita as despesas, a manobra para furá-la e as consequências da iniciativa
Homem em frente a painel na bolsa de valores de São Paulo
O governo de Jair Bolsonaro fez acordo com membros do Congresso nesta quinta-feira (21) para em 2022 furar o teto de gastos , regra que limita as despesas públicas a um nível pré-determinado, corrigido anualmente pela inflação. Com a mudança – que ainda precisa ser aprovada pelos parlamentares –, a estimativa é que o governo tenha mais de R$ 80 bilhões adicionais para gastar em ano eleitoral.
A iniciativa gerou reação negativa entre agentes do mercado financeiro. Na sexta-feira (22), Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, fizeram um pronunciamento conjunto a fim de aplacar os ânimos. Guedes negou que a manobra fura-teto comprometa os fundamentos fiscais defendidos pelo governo. O ministro disse ter “lutado até o final” para manter as regras de controle de gastos,mas ressaltou que a pressão política era grande.
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